Foge do Hospital de Penafiel e “atira-se” para cima de um carro
23 Fevereiro 2024, 15:38
Uma mulher de 49 anos, vítima de violência doméstica, fugiu da Urgência do Hospital Padre Américo, em Penafiel, no distrito do Porto, e tentou suicidar-se.
“Uma senhora de 49 anos tentou suicidar-se atirando-se para o meu carro. Parei, fui falar com ela e percebi que estava alcoolizada. Tinha fugido da Urgência do Hospital de Penafiel“, revelou a psicóloga clínica Daniela Silva.
Segundo a profissional de saúde, a senhora “estava claramente transtornada, disse que lhe deram pulseira verde e que a mandaram” esperar.
“Após conversar com a senhora, ela contou-me que era vítima de violência doméstica, que os filhos não falavam com ela, que não tinha apoio e que estava completamente sozinha“, descreveu ainda a psicóloga clínica que está a acompanhar o processo.
A Rádio Alto Minho recorda, com base numa nota da APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, que “a ajuda inicial de um/a amigo/a ou de um familiar pode ser crucial para que a pessoa fale e peça ajuda para tentar sair da situação de violência em que vive e com que tem de lidar sozinha. O silêncio facilita a existência e a continuação da violência. O papel do/a amigo/a ou do familiar pode ser o início do fim da violência“.
Se desconfiar que algo de errado se passa com aquela pessoa:
- Tente aproximar-se dela e converse com cuidado. Diga-lhe que acredita nela. Diga-lhe que pode confiar em si.
- Se existir confidência de violência, diga-lhe que a culpa não é dela. Diga-lhe que vai fazer tudo para a apoiar. Faça realmente tudo o que puder para a apoiar.
- Comunique a situação às autoridades policiais ou aos serviços do Ministério Público junto de um Tribunal.
- Comunique também aos serviços de Saúde e aos da Segurança Social;
- Ajude a pessoa a contactar a APAV para iniciar um processo de apoio jurídico, psicológico e social.
- Seja muito discreto/a e aja sempre com prudência.
- Não exponha a vida da pessoa à curiosidade alheia.
- Demonstre sempre a máxima serenidade e atenção.
- Respeite a sua liberdade e as suas decisões, reforçando a confiança na capacidade de gerir a sua própria vida.
- Qualquer pessoa, desde que tenha conhecimento de uma situação de violência ou de crime perante uma pessoa, pode denunciar junto das entidades competentes.





















