Os trabalhadores da administração pública cumprem hoje uma greve de 24 horas contra o pacote laboral apresentado pelo Governo, numa paralisação convocada pela Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesinap). A estrutura sindical alerta que educação e saúde poderão ser os setores mais afetados.
A greve, que inclui serviços mínimos, abrange todas as carreiras da administração pública, gerais e especiais. Entre as reivindicações, a Fesinap exige a retirada imediata da proposta de reforma laboral, uma reunião urgente com o Governo sobre o programa “Trabalho XXI”, o fim da alegada discriminação sindical e a participação efetiva da federação nas negociações laborais.
Em declarações à Lusa, o secretário-geral da Fesinap, Mário Rui, apontou professores, pessoal não-docente, médicos e enfermeiros como os grupos onde se poderá sentir maior impacto da paralisação.
A federação denuncia ainda serviços mínimos considerados excessivos e impostos sem negociação prévia. O Sindicato dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SINFAP), afiliado da Fesinap, classifica como “ilegais” os serviços mínimos determinados pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Alexandre Carvalho, presidente do SINFAP, acusa a ANEPC de impor a presença de três operadores de telecomunicações de emergência por turno nos comandos sub-regionais e de enviar “e-mails intimidatórios” aos trabalhadores. Classifica a decisão como “abuso de poder”, “violação do direito à greve” e tentativa de “pressionar e assustar” quem pretende aderir à paralisação.
A Fesinap garante que a luta vai continuar caso o Governo não abra portas ao diálogo.




















