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Governo garante que “Portugal é um país de elevadíssima segurança alimentar”

Rádio Alto Minho

30 Setembro 2015, 16:19

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O secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, Nuno Brito garantiu, hoje, em Ponte de Lima que Portugal “é um país de elevadíssima segurança alimentar”. O governante assegurou que os consumidores “não têm que estar preocupado”, depois dos casos de botulismo alimentar detetados este mês, um deles em Viana do Castelo.

“Portugal é um país de elevadíssima segurança alimentar”, afirmou Nuno Brito, recusando que se estabeleça “confusão” entre a empresa associada aos casos de botulismo detetados este mês (“Origem Transmontana”) com a região de Trás-os-Montes. “Não confundamos uma empresa com uma região”, apelou.

O governante, que falava aos jornalistas à margem de uma visita à empresa Minho Fumeiro, na Correlhã, realçou ainda que “a confusão da Origem Transmontana, que era o nome da empresa, com uma região não pode existir, não deve existir

“Essa marca está suspensa de laborar. Os belíssimos produtos do fumeiro transmontano são seguros, podem ser consumidos, e seguramente também são, não só uma boa imagem de Portugal mas também para as exportações portuguesas já que têm um peso extraordinariamente significativo no sector agroalimentar”.

O responsável adiantou que a “segurança alimentar é dos maiores critérios, a nível nacional, e o consumidor não tem que estar preocupado”.

“A fiscalização é corrente e recorrente no sector, existe normalmente, e por isso é que foi detetado um problema deste género”, sublinhou.

Questionado sobre uma possível quebra no consumo por causa deste caso, Nuno Brito afirmou que “se o Governo fizer bem a informação, e a comunicação social fizer bem o seu trabalho, isso não deverá ocorrer”.

O governante que neste caso, “tudo foi bem feito”, desde “a deteção, do ponto de vista da saúde, a intervenção das entidades competentes e o alerta aos consumidores”.

De acordo com dados avançados por Nuno Brito o valor das exportações do sector do fumeiro ronda os 320 milhões de euros.

Um comunicado conjunto da Direção-Geral da Saúde, Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge dava conta, no sábado, de que foram detetados este mês três casos de botulismo alimentar.

A origem destes casos de doença foi associada à ingestão de produtos alimentares fumados (alheiras), comercializados com a marca “Origem Transmontana” e, após investigação, as autoridades decidiram retirar de imediato do mercado os produtos à base de carne e os queijos da marca “Origem Transmontana”.

Na nota de imprensa emitida é explicado que o botulismo alimentar é uma doença grave, de evolução aguda, com sintomas digestivos e neurológicos, resultante da ingestão de diversos tipos de alimentos, contendo toxinas formadas pelo ‘Clostridium botulinum’ no próprio alimento.

A empresa em causa foi criada para comercializar “o que de melhor se produz na região”, desde fumeiro, compotas, queijos, comprados a produtores ou de produção própria e vendidos com a marca “Origem Transmontana”.

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