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Grupo de Investigação 3B’s distinguido nos Prémios “Os Melhores e as Maiores do Portugal Tecnológico”

Rádio Alto Minho

02 Dezembro 2022, 21:52

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O “Prémio de Inovação Pedro Oliveira”, em homenagem ao principal responsável pela criação destes prémios, visa distinguir empreendedores, inovadores, empresas e instituições nas áreas da ciência e tecnologia.

Uma das missões deste prémio é amplificar a criação de conhecimento e a geração de riqueza de base tecnológica que se faz em Portugal.


O trabalho galardoado resulta de uma investigação que ajudou a desenvolver uma nova classe de fibras óticas à base de açúcares naturais. Estas estruturas de hidrogéis flexíveis permitem não só detetar processos como deformações mecânicas ou biomoléculas e vírus como o SARS-CoV-2, usando luz, mas também transportar entidades vivas como células humanas.

A tecnologia é facilmente adaptável e poderá integrar células de pacientes específicos para testar terapias, representando um importante avanço no contexto de medicina personalizada e de precisão.

O trabalho foi supervisionado pelos professores Rui L. Reis (UMinho) e Utkan Demirci (Univ. Stanford), tendo sido já destacado na capa da revista científica Advanced Materials.

Na reação a esta distinção, Carlos Guimarães afirmou que “é um prazer ver todo o trabalho receber este reconhecimento em Portugal”.

Já Rui L. Reis, mentor e orientador de todo o trabalho, sublinhou a relevância de um prémio “bastante relevante de inovação e que é atribuído por duas revistas de referência nas suas áreas de atuação”.

“Muito nos orgulha esta distinção que destaca uma das tecnologias mais promissoras que desenvolvemos no Grupo nos últimos anos”, frisou.

Jorge Cardoso formou-se na UMinho e foi reconhecido como “Personalidade do Ano”

Jorge Cardoso, engenheiro biomédico formado na Escola de Engenharia da UMinho, foi galardoado nos “Prémios Os Melhores & As Maiores do Portugal Tecnológico” como “Personalidade do Ano”. O ex-estudante da UMinho foi escolhido por unanimidade pelo júri presidido por Arlindo Oliveira pelo seu trabalho desenvolvido em torno da aplicação da a Inteligência Artificial (IA) para resolver problemas na medicina.

O agora investigador do King’s College de Londres e CTO do London AI Centre, construiu a biblioteca de cérebros sintéticos usando a rede de IA aplicada à Medicina e que ajudou a fundar, a MONAI.

No hospital de King´s College, de onde foram extraídos os dados para a construção da base de dados, a ferramenta já está a ser posta em prática na classificação e definição do tratamento de pacientes que chegam à unidade de saúde com um AVC.

A medicina é uma das áreas onde a aplicação de técnicas de Inteligência Artificial tem tido resultados mais evidentes e a existência de uma base de dados de cem mil cérebros representa um salto importante na compreensão de problemas como demência, envelhecimento e doenças neurológicas.

Este repositório de imagens tridimensionais, muito realistas, da mais complexa das unidades biológicas, é uma das mais recentes oferendas à Medicina feitas pelo cientista formado na UMinho e que que recebeu a distinção de “Personalidade do Ano”.

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