O presidente do Sindicato dos Jornalistas (SJ) espera uma “adesão muito forte” à greve convocada para esta quinta-feira, em protesto contra a precariedade, mas também “um grito de alerta” para apoiar o jornalismo antes que seja “tarde demais”.
“Espero uma forte adesão porque na verdade a precariedade é muito mais alta que na generalidade dos outros setores, os salários são cada vez mais baixos, não temos progressões de carreira reiteradamente nos últimos 20 anos”, elencou Luís Simões, em declarações à Lusa.
“Não fazemos greve há 40 anos, neste momento temos mais que do que motivos para o fazer porque na verdade o exercício do jornalismo degradou-se de uma forma incrível” neste tempo, prosseguiu, apontando que atualmente os salários “são mínimos e a exigência para os jornalistas é máximo”.
Por isso, “temos todos os motivos para acreditar que vamos ter uma adesão muito forte à greve”, sublinhou o presidente do SJ.
Esta paralisação não assenta apenas em exigências laborais, mas também há outro fator que leva os jornalistas a paralisarem esta quinta-feira: “O jornalismo neste momento em Portugal não é de todo apoiado”, enfatizou.
O dia da greve será marcado por uma concentração de jornalistas em Coimbra, pelas 09:00, depois outra no Porto, na praça Humberto Delgado, pelas 12:00, o mesmo acontecendo à mesma hora em Ponta Delgada.
Em Lisboa, a concentração terá lugar no Largo do Camões pelas 18:00, em que também se faz um apelo à sociedade civil para estar presente.
De um universo de mais de 5.000 jornalistas em Portugal, o SJ conta atualmente com “2.451 sócios”.





















