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Homem encontrado morto num poço na Galiza era natural de Viana do Castelo

Rádio Alto Minho

01 Abril 2022, 15:50

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Um retrato robot, publicado na imprensa espanhola e portuguesa a 10 de março, foi suficiente para que dias depois, a mãe do homem encontrado com sinais de morte violenta num poço em O Porriño (Pontevedra) em 21 de fevereiro de 2021, entrasse em contato com a Guarda Civil na Galiza. A mulher reconheceu as feições do filho no desenho.

A investigação da Guarda Civil estava parada já há um ano porque não se sabia quem era o homem.

Quando o corpo foi encontrado, por trabalhadores durante obras que se estavam a realizar num armazém fechado há vários anos, a vítima não tinha roupa nem documentos e o seu rosto estava irreconhecível.

Para a realização do desenho, a Unidade de Antropologia Forense do Imelga (Instituto de Medicina Legal da Galiza), dirigida por Fernando Serrulla no Hospital Verín (Ourense), fez uma aproximação facial a partir da estrutura óssea da face.

Os dados revelados pela análise dos ossos, indicavam ser um homem entre 30 e 40 anos, aproximadamente 1,75 metro de altura.

A investigação determinou ainda, que o homem tinha sido espancado até à morte e escondido num poço com tampa. Após retirada a água, os investigadores recuperaram uma chave de uma porta convencional e outra de um veículo Renault. A Guarda Civil acreditava tratar-se de uma Kangoo que não foi localizada.

Os investigadores acreditaram sempre tratar-se de um cidadão português devido a algumas moedas cunhadas em Portugal, que também apareceram junto ao corpo.

Graças ao retrato robot, a família acabou por contatar as autoridades policiais galegas e por fim ao mistério, com a identificação do corpo.

Sabe-se agora que o homem, tinha cerca de 37 anos quando morreu, era natural de Viana do Castelo, e que na altura do desaparecimento vivia em Porriño.

A identidade foi confirmada através de uma antiga fratura num osso da mão, além de o ADN ser coincidente com o da mãe em quase em 100%.

A Guarda Civil está agora a investigar o ambiente que o homem, cujo nome não foi divulgado, frequentava, os seus amigos e a possível relação da vítima com uma empresa de comércio de automóveis usados.

O caso foi reaberto e continua a ser investigado pelas autoridades espanholas.

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