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Ligação ferroviária a Vigo potencia conexão a outras regiões de Espanha

Rádio Alto Minho

06 Maio 2022, 0:28

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A Confederação Empresarial da Região do Minho (Confminho) assinalou hoje que concluir uma nova ligação ferroviária até Vigo permitirá potenciar a ligação do Norte de Portugal a outras regiões de Espanha, nomeadamente o industrializado País Basco.

“Com as vias rápidas que neste momento já existem, e se colocarmos a via férrea como uma opção muito interessante, particularmente nas mercadorias, eu penso que há aqui um potencial enorme de interligação que não se resumirá só à Galiza”, disse hoje à Lusa Luís Ceia, presidente da Confminho.

O responsável referia-se à futura ligação ferroviária até Vigo, investimento que defendeu juntamente com a Confederação de Empresários de Pontevedra (CEP), concretizando um corredor de altas prestações desde Lisboa até à Galiza.

Porém, Luís Ceia lembrou que concretizar esta ligação poderia também ligar Portugal às Astúrias, Cantábria, Castela e Leão e até ao País Basco.

“O País Basco é uma zona com uma forte componente industrial, particularmente na área da metalomecânica pesada”, salientou, lembrando ainda à Lusa que uma ligação com aquela comunidade autónoma também implica “a ligação a França”.

Segundo Luís Ceia, que se referia à opção estratégica portuguesa de ligação ferroviária à Europa, “entre Lisboa e Madrid a densidade populacional é reduzida, ou seja, não haverá grandes urbes, e praticamente o comboio não faria uma paragem, ou se faria quase que não se justificaria”.

Fazendo a ligação pelo Norte de Portugal e pela Galiza, implicam-se “territórios que têm densidade populacional grande”, permitindo “a entrada das pessoas em diferentes pontos” do percurso.

No dia 20 de abril, o presidente da Associação dos Transitários de Portugal (APAT), António Nabo Martins, disse à Lusa que “a ferrovia no Norte apresenta ainda limitações muito grandes, de há muitos anos”.

“Tem tido um bom desenvolvimento a nível de passageiros, mas de mercadorias nem tanto”, considerou.

António Nabo Martins deu como exemplo a recente eletrificação na linha do Minho, que “permite fazer algumas mercadorias, mas essencialmente são mercadorias que atravessam a fronteira”.

“Se formos ver, entre Leixões e Valença/Vigo, eu diria que não há um único local onde se possa carregar um comboio, nem sequer no porto de Viana [do Castelo], infelizmente”, constatou.

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