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MAI garante que JMJ não vai criar confusão nas fronteiras do Alto Minho

Duarte Lago

22 Maio 2023, 14:30

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O presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), Manoel Batista, entregou uma nota ao ministro da Administração Interna, na qual mostra o desagrado e a preocupação da CIM Alto Minho e do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho com a possibilidade da reposição do controlo de fronteiras durante a Jornada Mundial de Juventude (JMJ), que está agendada para agosto.

As duas entidades, que agregam os municípios do Alto Minho e do Baixo Miño galego, decidiram tomar uma posição concertada após a decisão tomada na reunião da passada sexta-feira, entre o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, e do seu homólogo espanhol, Fernando Grande-Marlaska, onde foram veiculadas pela comunicação social medidas de controlo de fronteira que colocariam em causa a dinâmica cultural, social e económica desta região.

Neste momento, as notícias veiculadas pelos órgãos de comunicação social estão a gerar muitas incertezas e dúvidas junto de trabalhadores e de empresários transfronteiriços, uma vez que os governantes português e espanhol não clarificaram como vai ser concretizado o controlo nas fronteiras terrestres, revelando apenas que será idêntico ao de 2017, quando o Papa Francisco visitou Portugal, “nos números e nos termos em que as forças de segurança considerarem adequados”.

A CIM Alto Minho e o AECT do Rio Minho partilham a preocupação já manifestada por alguns concelhos da raia minhota, nomeadamente pela Eurocidade Cerveira-Tomiño, que enviou uma carta ao Ministério da Administração Interna de Portugal a expor a preocupação e a solicitar informações efetivas e atempadas.

De igual modo, a CIM Alto Minho e o AECT do Rio Minho alertam que não se pode ignorar que a fronteira terrestre entre a Eurocidade Valença-Tui é a mais movimentada do país, com um volume de circulação diário de 22 mil veículos, sendo que a eventual reposição do controlo de fronteiras, durante a JMJ, causaria um forte transtorno nas dinâmicas comerciais e laborais no contexto transfronteiriço.

Após a entrega da referida posição conjunta, José Luís Carneiro, ministro da Administração Interna, deixou a garantia de que o Governo de Portugal vai clarificar as questões que estão em causa, afirmando ainda que os termos de implementação das medidas de segurança para a JMJ não irão colocar constrangimentos de maior nos territórios de fronteira do Alto Minho, dissipando assim algumas dúvidas sobre a forma de controlo. José Luís Carneiro deixou ainda a garantia de que tudo será trabalhado para minimizar ao máximo os impactos nas dinâmicas transfronteiriças.

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) será presidida pelo Papa Francisco, entre 1 e 6 de agosto, em Lisboa, e deverá contar com cerca de 1,5 milhões de pessoas.

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