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Maioria PSD-CDS em Monção chumba orçamento e deixa Câmara “em gestão” em 2016

Rádio Alto Minho

08 Dezembro 2015, 12:50

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Tal como aconteceu em 2014, a Câmara de Monção vai entrar em janeiro em “gestão corrente”, depois de a oposição formada por PSD e CDS-PP, maioritária naquele executivo do PS, ter chumbado o plano e orçamento do município para 2016.

De acordo como presidente da Câmara Municipal, o socialista Augusto Domingues explicou que o orçamento, cerca de 17 milhões de euros, recebeu hoje os votos contra dos três vereadores do PSD, e de um do CDS-PP, pelo que, adiantou, “a partir de janeiro, a autarquia passa a gestão corrente, ficando as transferências de capital suspensas”.

O autarca que governa, em minoria (três eleitos), a Câmara de Monção que venceu por três votos, explicou que após falhado o entendimento com PSD e CDS-PP, tal como aconteceu com o orçamento de 2014, “em janeiro vão ser iniciadas novas negociações para tentar chegar a um entendimento que permita que o novo orçamento seja analisado, em fevereiro, em Assembleia Municipal.

O socialista Augusto Domingues explicou que na origem do chumbo do documento, que foi negociado durante todo o mês de novembro, “esteve o montante a transferir para as Juntas de Freguesia”.

“O executivo socialista entende que o cálculo deve ser feito com base no número de habitantes de cada freguesia. A oposição entendeu que deve assentar na área de cada freguesia”, sustentou.

O líder da bancada social-democrata, António Barbosa, acusou o autarca Augusto Domingues de “querer que o documento fosse rejeitado por não querer negociar as propostas apresentadas pela direita”.

“Os últimos orçamentos têm sido maus mas o que se tem feito é negociar para chegar a consensos. Desta vez, o presidente da Câmara não quis. O PSD e o CDS-PP até propuseram o adiamento da votação do orçamento mas o presidente não quis, numa prepotência nunca antes vista”, disse.

O vereador do CDS/PP, Abel Batista, justificou a rejeição pelo facto do documento “não privilegiar áreas fundamentais como a criação de emprego e o desenvolvimento económico”.

“Durante a negociação do orçamento apresentei várias propostas de medidas naquelas duas áreas, fundamentais para o concelho e não foram contempladas”, disse.

Augusto Domingues venceu as eleições autárquicas de 29 de setembro de 2013, para a Câmara, com 4.744 votos, após verificação dos nulos (a diferença anterior era de quatro votos), garantindo três mandatos para o executivo.

A Câmara de Monção era liderada há 16 anos por José Emílio Moreira (PS) que, devido à lei da limitação dos mandatos autárquicos, não se pôde recandidatar nestas eleições.

A votação do PS caiu em 2013 praticamente para metade, face a 2009, (68,37% há quatro anos), enquanto o PSD quase duplicou (dos anteriores 20,89%) o resultado.

foto:www.panoramio.com

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