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Mais de 100 voluntárias de Cerveira costuram em casa batas e toucas para profissionais de saúde

Rádio Alto Minho

25 Março 2020, 10:43

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O apelo foi lançado por Paula Antonieta Santos e não caiu em saco roto. A desempregada de 47 anos, residente em Vila Nova de Cerveira conseguiu juntar mais de 110 mulheres que se disponibilizaram para, em casa, costurarem batas e toucas para os profissionais de saúde do país. Todas juntas pedem apoio a empresas que possam oferecer mais tecido para garantir a continuidade da produção.

A matéria-prima para iniciar hoje a confeção das primeiras batas e toucas está garantida, mas Paula Santos está a ter dificuldade em conseguir o TNT- Tecido Não-Tecido (material semelhante ao tecido mas obtido através de uma liga de fibras e um polímero), impermeável/respirável de 70 gramas, necessário “para a melhor proteção dos profissionais de saúde”.

“Os preços são exorbitantes e não tenho como comprar esses tecidos. Por isso lançava outro apelo às empresas ou quem nos quiser doar esse material e as linhas de costura para, com o nosso trabalho, podermos continuar a costurar para os profissionais de saúde”, apelou.

“Amanhã chegam mais 100 metros de tecido doado por uma empresa Lisboa”, enalteceu.

As primeiras batas e toucas “vão ser enviadas para três hospitais do Porto”, mas o objetivo é produzir para o hospital de Viana do Castelo e outros que precisem”.

“As nossas batas e toucas são só para os hospitais e centros de saúde para serem esterilizadas e assim não colocarmos a causa a saúde pública”,explicou Paula.

Paula Santos, a frequentar o Curso Técnico Superior Gestão de Qualidade, na Escola Superior de Ciências Empresariais (CSCE) de Valença, suspensa por causa do novo coronavírus, decidiu que “não podia ficar parada a assistir  à escassez de equipamentos de proteção individual que afeta os profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

“Como estou fechada em casa pensei em ocupar-me, ajudando no que puder. Não tenho posses económicas, mas tenho jeito para a costura. Decidi vou pedir ajuda”, explicou.

A máquina de costura “barata” que estava guardada e os conhecimentos da “arte” que adquiriu durante juventude ajudaram a alinhavar o projeto de produção que propôs, na segunda-feira, aos seguidores da sua página no Facebook.

“Sei que Vila Nova de Cerveira é uma terra muito humana, mas nunca pensei que o meu apelo atingisse as ofertas de ajuda que tenho recebido até de concelhos vizinhos como Monção, Valença e Caminha”, adiantou.

A filha de Paula, enfermeira, deu-lhe as primeiras orientações para avançar com o projeto solidário e, “rapidamente”, conseguiu reuniu “o apoio de outros profissionais de saúde com mais conhecimento sobre as necessidades de quem está na linha da frente do combate a uma guerra invisível”.

A matéria-prima que conseguiu arranjar e, os moldes das batas e toucas, começa hoje a distribuir, porta a porta, às suas costureiras voluntárias.

“Essa é a imposição. Cada uma participa em casa onde todos temos de ficar para vencermos esta guerra”, referiu, adiantando que o produto final seguirá pelos correios.

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