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Mais de 80 mil pessoas passaram em dois meses pela Bienal de Vila Nova Cerveira

Rádio Alto Minho

17 Setembro 2015, 19:40

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Mais de 80 mil pessoas visitaram, desde 18 de julho, a Bienal de Vila Nova de Cerveira, que termina no sábado. De acordo com os números da organização, a edição 2015 decorreu em 12 espaços expositivos da vila onde nasceu em 1978, mas estendeu-se aos municípios vizinhos de Paredes de Coura e Caminha, e a Tomiño, na Galiza, com mais de 500 obras de arte, assinadas por quatro centenas de artistas de 33 países.

Segundo a organização “o orçamento da bienal ronda os 450 mil euros, suportados pela Câmara local, pela Direção Geral das Artes, e por patrocinadores”.

Com o tema “Olhar o passado para construir o futuro” a XVIII Bienal de Cerveira estará aberta, a partir da próxima segunda-feira e até 03 outubro, para acolher visitas guiadas, maioritariamente dirigidas à comunidade escolar.

Contactado pela Lusa, o diretor artístico do evento, Henrique Silva sublinhou a “importância de, este ano, ter sido retomado o formato, adotado desde a fundação da bienal”, em 1978, que visa “um local de encontro, debate e investigação de arte contemporânea, num programa concertado com a Galiza, e o ensino superior a nível europeu”.

“A mostra tem uma versatilidade muito grande, e sobretudo, um apoio muito grande das novas tecnologias porque o público a que se dirige esta bienal, turístico ou local, não é muito esclarecido em termos de arte. Fizemos uma mostra com qualidade, mas com conceitos que permitem uma leitura acessível, e por isso, houve muitos visitantes”, disse.
O programa da mais antiga bienal do país envolveu representações de 13 instituições de ensino superior das áreas artísticas, com apresentação dos departamentos de investigação artística e as produções de alunos e professores.
“Com esta novidade fizemos a diferença, por um lado, e por outro, fizemos uma mostra que não só mostrou tudo o que se faz atualmente na arte contemporânea como promoveu o esclarecimento sobre o que é hoje uma forma de expressão artística, como são as artes plásticas em geral”, explicou Henrique Silva.

Nesta edição, foram homenageados Eurico Gonçalves, pela dedicação e contribuição que teve ao longo dos 35 anos da Bienal de Cerveira, Alcino Soutinho, pela sua intervenção no castelo daquele concelho, e Dacos, que colaborou com a bienal durante mais de 10 anos, tendo sido responsável pelos ateliês de gravura.

Participaram ainda a artista grega Danae Stratou, com dois trabalhos de vídeo, um deles com um texto de Yanis Varoufakis, e Margarida Reis com parte do seu trabalho artístico na área da tapeçaria contemporânea.


Além da exposição das obras, o programa do certame vai incluiu conferências, debates, ateliês, visitas guiadas e espetáculos de luz e som. Alemanha, Angola, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Canadá, Chile, China, Chipre, Colômbia, Coreia, Espanha, França, Grécia, Holanda, Irão, Islândia, Israel, Itália, Japão, México, Moçambique, Peru, Polónia, Portugal, Reino Unido, Roménia, Rússia, Sérvia e Estados Unidos da América são os países de origem dos artistas que participam nesta edição da bienal que termina no sábado.

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