A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) espera que haja vontade política do Ministério da Saúde para chegar a um acordo e que se discutam as grelhas salariais e outros temas, como as 35 horas de trabalho semanais e as 12 horas de serviço de urgência. Espera ainda que se discuta a atualização do salário base para todos os médicos. Já o SIM espera um acordo com o MS “até à 25.ª hora”.
Médicos e Governo voltam à mesa das negociações
23 Novembro 2023, 9:09
Os sindicatos representativos dos médicos (Fnam e SIM) e o ministro da Saúde (MS), Manuel Pizarro, voltam a reunir-se esta quinta-feira, após o cancelamento da ronda negocial de 8 de novembro, na sequência da demissão do primeiro-ministro.
Numa nota, o Governo reforçou a vontade de “negociar com os sindicatos, otimizando o tempo e potenciando um desfecho positivo das negociações em curso”.
A presidente da Fnam disse esperar vontade política do Ministério da Saúde (MS) para chegar a um acordo, após 19 meses de negociações, garantido que o “Serviço Nacional de Saúde (SNS) não pode esperar mais”.
Para Joana Bordalo e Sá, é urgente discutir com o Governo as grelhas salariais e outros temas, como as 35 horas de trabalho semanais, as 12 horas de serviço de urgência e a atualização do salário base que reponha o poder de compra para os níveis anteriores à troika para todos os médicos.
Já o secretário-geral do SIM mostrou-se empenhado em fazer um acordo com o MS “até à 25.ª hora”.
Jorge Roque da Cunha afirmou que tudo fará para contribuir para um acordo, enquanto o Governo está em funções.
O sindicalista adiantou, no entanto, que será complicado conseguir um acordo, reforçando que o Governo continua intransigente.





















