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MONÇÃO: Direção dos bombeiros pagou meio salário a bombeiros por dificuldade de tesouraria

Nuno Cerqueira

03 Outubro 2022, 23:15

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Os bombeiros assalariados da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Monção receberam apenas metade do salário. A situação está a provocar mau estar no seio da corporação.

Esta rádio confirmou junto de alguns bombeiros que foram surpreendidos por mensagem da direção.

“Mais informamos que devido a todas as circunstâncias, no dia hoje apenas será possível processar os ordenados parcialmente pelo que pedimos imensa desculpa pelos transtornos que possamos estar causar. Agradecemos a compreensão”, refere a mensagem recebido pelos funcionários.

A situação causou mau estar até porque, dizem os bombeiros, não houve pré-aviso sobre a intenção da direção dos bombeiros.

Ao que apurou junto de fonte próxima do processo, haverá já alguns funcionários que ponderam sair e fonte oficiosa refere que há pelo menos um que pediu demissão.

Esta rádio esclareceu o assinto com o presidente da direção dos BV Monção, Gonçalo Nuno Oliveira, que confirmou “dificuldades de tesouraria, tal como muitos outras corporações no nosso país”.

“Estas dificuldades podem, sem margem para dúvida, inviabilizar a nossa atividade e prendem-se essencialmente com o aumento exponencial dos custos relacionados com os combustíveis. Aumento significativo do oxigénio. O baixo preço que o SNS paga por km nos transportes de doentes não urgentes. O atraso significativo no pagamento pelas entidades hospitalares as Corporações de bombeiros. O protocolo ruinoso celebrado entre a Liga dos Bombeiros Portugueses (anterior executivo) e INEM que de forma alguma consegue suportar o custo de 1 ambulância de socorro com dois tripulantes, 24/)h/dia, 7 dias por semana”, frisa Nuno Oliveira.

Aliás, o presidente da direção refere que “em Portugal, o socorro, na emergência pré-hospitalar é assegurado na sua maioria por Bombeiros a preços Low Cost sem que os custos mínimos estejam assegurados”.

“Desafiamos o INEM a criar equipas de intervenção na emergência pré-hospitalar suportadas na sua totalidade por este organismo ou até em co-responsabilidade com os municípios, tal como acontece com as EIP’S entre ANEPC e municípios. Gerir nestes moldes é insustentável. Se não existisse um forte apoio do executivo municipal já tínhamos parado”, frisa.

Nuno Oliveira refere no entanto que quanto a saídas de colaboradores “por incumprimento de salários parciais é mentira”.

“Houve sim um colaborador que, previamente apresentou à direção motivos para que atendessemos o seu pedido, pois, obteve uma proposta de trabalho, no estrangeiro, que esta direção não poderia acompanhar de forma alguma”, destaca.

“Existe sim um incumprimento parcial de salários que, pelos motivos anteriormente expostos criaram dificuldades de tesouraria para o cumprimento. Esta situação, estava prevista, os colaboradores foram alertados no dia 14 de setembro em reunião geral para o efeito, bem como, através de comunicações internas a todos colaboradores, reuniões especificas aos responsáveis das equipas e delegado sindical, nos dias anteriores e no próprio dia de processamento do salário”, aponta o presidente da direção.

A direção destaca que esta situação, ainda que pontual, poderá ficar regularizada a qualquer momento.

“Quem trabalha merece o seu salário. Os colaboradores, os fornecedores, os voluntários, os associados, o município e a população a quem prestamos serviços são os pilares de sustentação desta associação e a quem não podemos falhar”, destaca o presidente da direção dos BV Monção.

Gonçalo Nuno Oliveira recorda que desde a tomada de posse do órgão executivo as condições laborais dos colaboradores foi uma prioridade.

“Aumentamos os ordenados significativamente, atribuímos subsídios de risco, subsídios de fardamento, isenção de horário de trabalho, atribuímos mais 3 dias férias, para além do dia de aniversário e tolerÂncia natalícia, apostamos na melhoria das qualificações académicas, disponibilizamos um psicólogo gratuítamente para apoio permanente, estamos a desenvolver um programa de ATL para os filhos dos colaboradores”, vaticina.

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