Novos professores não chegam para compensar saídas
27 Fevereiro 2024, 9:16
O número de novos professores a chegarem ao ensino é insuficiente para compensar o volume de saídas da profissão.
A conclusão consta no relatório “Estado da Educação 2022”, divulgado esta terça-feira pelo Conselho Nacional da Educação. “Face à média os países europeus”, adverte a entidade, o contexto português é “preocupante”.
Os dados divulgados no relatório agora conhecido vêm confirmar um aumento da idade dos docentes nos últimos 11 anos: no ano letivo de 2021/2022, quase 60 por cento dos professores tinham 50 anos e perto de 30 mil tinham mais de 60.
Para o Conselho Nacional da Educação, impõe-se a adoção de medidas que tornem mais atrativa uma carreira no ensino.
O CNE alerta que um quarto dos professores pode abandonar o sistema de ensino nos próximos anos.
No relatório, sublinha-se que esta não é “uma situação exclusiva de Portugal”. Todavia, “o aumento da taxa de envelhecimento dos professores portugueses e a diminuição da taxa de entrada de novos professores colocam o país, face à média dos países europeus, num contexto ainda mais preocupante”.
As escolas públicas contavam, no ano letivo avaliado pelo Conselho Nacional de Educação, com 131.133 professores, número que traduzia uma tendência de crescimento a partir de 2014/2015. Tal evolução explica-se pela transferência de professores do ensino privado para o público e um aumento ligeiro do número de diplomados na área. Ainda assim, este é um aumento insuficiente para compensar o envelhecimento.





















