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Paróquia de Nossa Senhora de Fátima pede alimentos para fazer face à procura no refeitório social

Rádio Alto Minho

17 Novembro 2015, 19:29

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O aumento, para o dobro, do número de refeições sociais servidas no refeitório social da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Viana do Castelo, levou a instituição a lançar nas redes sociais um apelo à dádiva de géneros alimentares.

“Ajude-nos a ajudar. O Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora de Fátima é um centro solidário e encontra-se numa situação de carência económica pelo que aceita a generosidade de todos que tenham frutos da época, e legumes (…) Agradecemos a todos os que nos têm ajudado com a entrega de azeite mas continuamos a precisar”, lê-se na publicação hoje divulgada através do Facebook.

Segundo o padre Artur Coutinho afirmou “que o apoio da Segurança Social, que inclui almoço e jantar a 36 utentes, de segunda-feira a domingo, não é suficiente para garantir para dar resposta aos mais de 70 utentes que recorrem diariamente à instituição”.

Por cada utente, com 30 almoços e 30 jantares por mês, a Segurança Social paga à instituição 206,60 euros mensalmente.

“Passamos das 72 refeições por dia, para mais de 140. A Segurança Social paga 2.86 euros por cada por refeição, para 36 utentes. O que recebemos não chega, não cobre as despesas. Quando as pessoas chegam aqui não as vamos mandar embora sem comer”, sustentou.

Face àquela situação, adiantou o pároco, “as contas de 2014 do refeitório social fecharam com um défice de cerca de 50 mil euros”.

A responsável pelas compras do refeitório social, Helena Esteves adiantou que, por semana, são necessários mais de 50 quilos de arroz, mais de 20 quilos de massas, e cerca de 12 litros de azeite e óleo.

“Temos uma tenda que montamos à sexta-feira, junto ao mercado municipal, para recebermos os excedentes de legumes que os comerciantes não conseguem escoar mas todas as ajudas são bem-vindas. As pessoas que tenham fruta e legumes para dar podem deixar ficar na instituição, ou nós vamos buscar onde for preciso”, explicou Helena Esteves.

Segundo dados avançados por aquela paróquia, em 1995, quando foi criado o refeitório social, o acordo com a Segurança Social abrangia dez utentes, garantindo almoço e jantar de segunda a sexta-feira.

Em 2011 o protocolo foi reajustado passando a abranger 36 utentes, de segunda-feira a domingo.

“Somos a única instituição de Viana do Castelo que nunca fecha portas. Servimos refeições durante os 30 dias do mês, e até no dia de Natal e na passagem do ano”, frisou Artur Coutinho.

Entre os utilizadores do refeitório social da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima contam-se “muitos casos” de “pobreza envergonhada”, “muitas situações de toxicodependentes, pessoas que vivem sozinhas e outras que não estão integradas na sociedade e que recorrem aos serviços da instituição”.

Além daquele refeitório social e ao abrigo de protocolos celebrados com a Segurança Social, também a Santa Casa da Misericórdia e a Casa dos Rapazes, na cidade de Viana do Castelo, servem refeições sociais aos mais carenciados.

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