EMISSÃO ONLINE
OUVIR..
Regional

Participação da Aurélio Martins Sobreiro em duas autoestradas vendida por 5,5 ME ao grupo Cintra

Rádio Alto Minho

16 Dezembro 2015, 19:00

Acessibilidade

Publicidade

A participação da construtora Aurélio Martins Sobreiro (AMS), que fechou portas em 2012, nas ex-SCUT do Norte Litoral e do Algarve foi hoje vendida por 5,5 milhões de euros ao grupo Cintra.

A informação foi avançada por fonte do gabinete do administrador de insolvência que adiantou que a decisão, tomada  em assembleia de credores, recolheu duas abstenções entre os cerca de 120 credores presentes na sessão, cujo único ponto da ordem de trabalhos era a venda daqueles ativos.

Aquela fonte acrescentou que na reunião de hoje, realizada no Centro Cultural de Viana do Castelo, “foi decidido vender os cerca de 3% de participação em cada uma das duas antigas concessões Scut – Sem Custos para o Utilizador ao Grupo Cintra, sendo que a decisão “carece ainda do aval do Estado, nomeadamente, dos Ministérios da Economia e das Finanças”.

Com aquela decisão de venda, adiantou, “vai ser possível ressarcir os 287 ex-trabalhadores da totalidade das indeminizações a que têm direito”, sendo que “em janeiro deste ano receberam cerca de 54% das verbas a que têm direito”.

Acrescentou que “faltam ainda vender vários bens, móveis e imóveis” daquela empresa, entre eles, uma pedreira em Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, a sede da sociedade em Viana do Castelo, e diversos equipamentos.

O património da empresa começou a ser vendido em abril de 2014, com o leilão dos bens móveis, para garantir o pagamento de parte dos créditos devidos.

Entre os equipamentos que integravam a massa insolvente contavam-se, sobretudo, diversos tipos de maquinaria e máquinas pesadas, além de cerca de meia centena de viaturas.

A empresa, que chegou a ser a maior construtora do Alto Minho, foi fundada em 1970 e cessou definitivamente a atividade em dezembro de 2012.

Foi declarada insolvente em outubro de 2011 quando 860 credores reclamavam uma dívida de cerca de 39 milhões de euros, dos quais 4,7 milhões de euros são relativos aos trabalhadores.

Com sede em Viana do Castelo, a AMS foi responsável por obras públicas em todo o país e chegou a estar presente, com atividade própria, em Angola e Moçambique.

Em abril passado, o tribunal de Viana do Castelo absolveu três ex-administradores da construtora, acusados de insolvência dolosa agravada.

A juíza sustentou a decisão pela “total ausência de provas” dos factos que constavam da acusação.

No processo, que resultou de uma queixa-crime apresentada pelo administrador de insolvência, o Ministério Público (MP) acusava os três administradores de terem feito “desaparecer” ativos daquela construtura, em Moçambique, avaliados em pelo menos cinco milhões de euros.

 

Publicidade

Rádio Alto Minho - Casa Peixoto
Rádio Alto Minho - Blisq Creative – Agência de Comunicação

Publicidade

Rádio Alto Minho - adam
Rádio Alto Minho - Hospital Particular 01
Rádio Alto Minho - Petropneus NOTICIAS

Publicidade

Publicidade

APP ALTO MINHO

APP - Rádio Alto Minho

Publicidade