Philippe Leroux acusa ARTEAM de discriminação! Instituição de ensino já reagiu
30 Junho 2023, 15:40
Philippe Leroux, ator conhecido por participações em projetos como Inspector Max, Doce Fugitiva ou A Impostora, da TVI, indignou-se contra a ARTEAM - Escola Profissional Artística do Alto Minho por, alegadamente, o filho não ter sido admitido nessa instituição de ensino por ter uma perturbação do espectro do autismo (PEA). A coletividade já veio dizer que se trata de uma "calúnia" e que "esta matéria será tratada em sede própria".
“Apesar das fortes aptidões musicais e de instrumento, o meu filho não foi admitido na ARTEAM por ser autista“, denunciou, esta quinta-feira, na legenda de um vídeo que partilhou na rede social Instagram e no qual é possível ver uma atuação protagonizada pelo jovem.
A publicação serviu de notícia em vários órgãos de comunicação social e foi alvo de diversos comentários, entre os quais de atuais ou antigos alunos da ARTEAM e até de docentes. Philippe Leroux respondeu a alguns. Garantiu que o filho tem sido “louvado pelas suas competências musicais e até curriculares” e que lhe foram alegadas “várias coisas“. “Acabou por ser dito claramente que sim. Já tiveram lá um [aluno autista], mas como a coisa não correu bem leva tudo por tabela. Bela pedagogia!“, relatou.
Questionou também quais é são os “outros critérios de avaliação” que lhe escaparam, para além da discriminação, e adiantou que já não quer o filho na ARTEAM e que vai fazer “uma queixa formal“. “Reconheço o valor da escola, lamento que não se tenham dado ao trabalho de reconhecer o valor do meu filho“, lamentou.
A ARTEAM – Escola Profissional Artística do Alto Minho começou por responder ainda na noite desta quinta-feira, através de uma breve publicação feita na rede social Facebook. “A ARTEAM pauta-se por ser uma escola que privilegia a inclusão como um valor primordial. Refuta, por isso, veementemente, as informações falsas e caluniosas que estão a ser veiculadas publicamente sobre os critérios de seleção e processo de admissão de candidatos ao Curso Básico de Instrumento“, indicou.
Na manhã desta sexta-feira, emitiu um novo comunicado através do qual apelidou de “calúnia” os comentários desenvolvidos por Philippe Leroux e incitou o ator a retratar-se face aos danos que tem provocado na instituição de ensino.
“Desde a tarde de ontem [quinta-feira], nas redes e em alguma comunicação social, tem sido veiculada informação absolutamente falsa e injuriosa para a ARTEAM – Escola Profissional Artística do Alto Minho, que queremos repudiar com toda a nossa indignação“, lê-se.
“O senhor Philippe Leroux, na qualidade de pai de um aluno candidato à frequência da nossa escola, dirigiu-se-nos mostrando o seu desagrado pelo facto de o seu filho não ter ultrapassado com sucesso o processo de seleção para admissão. Esta é uma situação inerente a qualquer processo de candidatura. Fizemos com o senhor Philippe Leroux o que fazemos sempre nestas circunstâncias: convidamos a família do senhor Philippe Leroux para uma reunião com os responsáveis pelos órgãos de gestão e pedagógicos da escola, que decorreu durante a manhã. Foi-lhes explicado, com zelo de serviço público, o processo de admissão na escola e a posição do seu filho no mesmo. Mostrou a sua discordância, direito que lhe assiste“, acrescenta.
“Ora, direito que o senhor Philippe Leroux não tem é o de caluniar, de modo perfeitamente gratuito, a ARTEAM, afirmando e publicando que o seu filho não foi admitido por sofrer de algum grau de autismo. A ARTEAM pauta-se por ser uma escola que privilegia a inclusão como um valor primordial. O nosso percurso institucional, de muitos anos, fala por nós, e, nesse trajeto, sempre cumprimos o nosso dever de aceitar alunos, sem distinção de qualquer tipo, incluindo uma enorme diversidade de alunos com necessidades educativas especiais“, sublinha.
“Informa-se, por isso, para os devidos efeitos legais, que os nossos alunos são selecionados com base nas suas aptidões e critérios objetivos e que os mesmos obedecem a regulamentos específicos e aprovados, com tipologia de provas e matrizes. Refutamos, por isso, veementemente e mais uma vez, esta calúnia. Convidamos o senhor Philippe Leroux a retratar-se, e, dessa forma, reparar o mal que está a provocar a instituição“, lê-se ainda na mesma publicação.
Em declarações à Rádio Alto Minho, a ARTEAM anunciou também que “esta matéria será tratada em sede própria“.
A Escola Profissional Artística do Alto Minho (ARTEAM), atual designação da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo (EPMVC), iniciou a sua atividade em setembro de 1992. É tutelada pela Fundação Átrio da Música, criada para esse efeito em novembro de 1999.
Integrada no Ensino Profissional, a ARTEAM é uma escola privada que goza de autonomia pedagógica, administrativa e financeira. Adota os níveis de formação II e IV, de acordo com a decisão do Conselho das Comunidades Europeias e a legislação portuguesa.
Sob a tutela científica e pedagógica do Ministério da Educação, a escola ministra o CURSO BÁSICO DE INSTRUMENTO (equivalente ao 9.º ano de escolaridade) e os cursos de INSTRUMENTISTA DE CORDAS E DE TECLA e de INSTRUMENTISTA DE SOPRO E DE PERCUSSÃO (equivalentes ao 12.º ano de escolaridade).





















