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Presidente da Associação Empresarial de Ponte de Lima e autarca da Ribeira entre detidos do Deutsche Bank.

Rádio Alto Minho

06 Junho 2019, 14:57

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O presidente da Junta de Freguesia da Ribeira, no concelho de Ponte de Lima, Nuno Pimenta e o presidente da direção da Associação Empresarial de Ponte de Lima, António Lima estão entre os quatro detidos por legada burla qualificada poderão ter prejudicado cerca de 80 clientes do distrito de Viana do Castelo, provocando um prejuízo de vários milhões de euros. A investigação da PJ já permitiu identificar oito vítimas, ascendendo o prejuízo a mais de 1,6 milhões de euros.

(foto retirada da página de Facebook de António Lima).

(Foto de Nuno Pimenta retirada da página oficial da Junta de Ribeira na Internet)

A lista independente Rofen, encabeçada por Ricardo Nuno Pimenta, foi eleita nas autárquicas de 2017 com 61,19% dos votos, conquistando seis lugares no executivo de Ribeira composto ainda por dois eleitos do PS e um do PSD.

O presidente da comissão política concelhia do PS de Ponte de Lima, Jorge Silva, maior partido da oposição na freguesia da Ribeira não se mostrou surpreendido com a detenção do autarca.

“Há bastante tempo que sabíamos que iria ocorrer o presidente da Junta de Freguesia não participa nos atos da junta, falta sistematicamente às assembleias de freguesia, é o secretário que dirige ou representa a junta em maior parte dos atos”, especificou .

Jorge Silva adiantou que “a gestão da freguesia tem sido colocada em causa, apesar da contestação que o PS tem manifestado na assembleia de freguesia devido à ausência frequente do presidente”.

“Nunca está para responder às questões que colocamos. Penso que mais dia menos dia a junta vai acabar por cair.

A concelhia do PS vai reunir hoje, cerca das 18:30 e, entre outros assunto, irá abordar este caso.

Os restantes detidos são Alexandre Rodrigues Martins,  também de Ponte de Lima e Filipe Martins Alves, residente em Chafé, Viana do Castelo.

Os quatro homens, com idades entre os 37 e os 55 anos, desenvolveram durante anos, na zona do distrito de Viana do Castelo, “atividade de promoção bancária, a coberto da qual terão praticado os crimes”.

Os arguidos atuavam no distrito de Viana do Castelo e angariavam clientes para o Deutsche Bank.

Segundo a investigação da PJ, os quatro promotores bancários “prometiam aos clientes investimentos seguros e de risco baixo ou nulo, com juros “muito elevados”, mas acabavam por investir o dinheiro em produtos financeiros de “elevadíssimo risco”.

Muitas vezes recebiam dos clientes “dinheiro vivo”, apesar de, como promotores bancários, estarem proibidos de o fazerem.

As vítimas eram, por norma, idosos e pessoas de baixa escolaridade, incluindo iletrados.

Os arguidos emitiam documentos com os logotipos do banco, em que faziam constar que o dinheiro estava investido no que havia sido acordado com os clientes.

A atividade criminosa decorreria desde 2008, mas, entretanto, alguns lesados apresentaram queixa no Ministério Público, originando uma investigação pela PJ que começou há oito meses.

Nas buscas realizadas pela PJ esta quarta-feira, foram apreendidas seis viaturas de gama alta, dinheiro e prova documental e digital.

 

Foto de capa: Olhares – Sapo

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