“Secos e molhados”: 33 anos depois ainda há “muitas questões” por resolver na PSP
21 Abril 2022, 11:41
Mais de três décadas após a manifestação conhecida como “secos e molhados” foram muitos os direitos conquistados pelos polícias, como a liberdade sindical, mas os sindicatos da PSP ainda se queixam das “muitas questões” que continuam por resolver.
“Não se cumpriram os desígnios de 1989, há muita questão por resolver. Houve efetivamente em 1989 e nos anos subsequentes um conjunto de avanços, a questão das folgas, de uma maior democracia e liberdade na instituição e a implementação da capacidade dos sindicatos”, afirma o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP).
No entanto, avançou Paulo Santos, em 2022 os polícias estão “a trabalhar com horários desregulados, com trabalho suplementar sem ser compensado, totalmente isolados, sem qualquer enquadramento ao nível da direção nacional, ordens dadas pelos comandantes de forma arbitrária e com uma disciplina de justiça arbitrária, relembrando a década de 80”.
Foi há 33 anos que aconteceu a carga policial sobre elementos da PSP, conhecida por “secos e molhados”, que hoje se assinala.
A 21 de abril de 1989, os polícias manifestaram-se para exigir sobretudo liberdade sindical, uma folga semanal, transparência na justiça disciplinar com direito de defesa, melhores vencimentos e instalações.
A manifestação acabou com confrontos com o Corpo de Intervenção da Polícia de Segurança Pública a lançar jatos de água e a usar bastões para dispersar o protesto dos polícias, na praça do Comércio, enquanto os seis agentes da delegação que estava dentro do Ministério da Administração Interna para entregar um caderno reivindicativo acabaram detidos.




















