Sindicato pede “suspensão imediata” de diretor do Hospital de Santa Luzia
30 Março 2023, 14:53
O Sindicato dos Médicos do Norte exigiu à Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) a "suspensão imediata" do diretor de medicina crítica e intensiva do hospital de Viana do Castelo por "assédio moral" àqueles profissionais.
“Face ao assédio moral praticado sobre os médicos pelo diretor de departamento da medicina crítica, função que acumula com a direção de serviço de medicina intensiva, o Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) exigiu a sua suspensão imediata, enquanto decorre o processo de inquérito aberto pelo conselho de administração da ULSAM“, lê-se numa nota enviada pelo sindicato às redações.
“As atitudes ameaçadoras desse diretor para com os médicos têm sido reiteradas, com elevação frequente do tom de voz, tentativa de contacto fora do local e horário de trabalho, em ambiente de chantagem constante e atemorização, que se reflete de forma negativa na vida pessoal e profissional dos médicos, colocando também em risco a qualidade dos serviços prestados aos doentes“, continua.
“O SMN repudia esta situação, que classifica como inaceitável, pelo que exige uma intervenção urgente por parte da tutela, enviando, para o efeito, uma missiva dirigida ao ministro da Saúde, ACSS e, demais entidades fiscalizadoras“, lê-se ainda na mesma nota informativa.
Franklim Ramos, presidente do conselho de Administração da ULSAM, explicou à Lusa que está a decorrer um processo de inquérito sobre assunto e que o Conselho de Administração vai manifestar-se quando este estiver concluído.
Profissionais da UCI do Hospital de Santa Luzia sublinham que o ambiente naquele serviço é “verdadeiramente insuportável“, de “constante crispação, atemorização e, sobretudo, de abespinhamento dos enfermeiros de serviço, que está a ter reflexos na sua vida pessoal e profissional, o que, em última análise, compromete a qualidade dos serviços prestados aos utentes“.
“No presente momento não inexistem condições que permitam à equipa de enfermagem efetuar o seu trabalho com o brio e o denodo que sempre lhes foi reconhecido. Nos últimos oito anos já passaram quatro enfermeiros pelo cargo de gestor e saíram, tendo a enfermeira agora cessante permanecido no cargo menos de um ano, o que diz muito sobre o ambiente por nós vivenciado no serviço e que, no curto e/ou médio prazo, vai irremediavelmente acabar por ter reflexos na prestação de cuidados aos doentes“, lê-se no abaixo-assinado.





















