Teixeira acusa maioria socialista de “ganância” com a criação da taxa turística em Viana
19 Outubro 2022, 23:20
O vereador do PSD no executivo da Câmara de Viana do Castelo considerou a criação de uma taxa turística no concelho um "abuso" e demonstrativo da "ganância" da maioria socialista que marca os destinos do concelho.
Para Eduardo Teixeira a criação da taxa turística é “prematura”.
“Não há dados que apontem para a eficácia dessa taxa. O que existem são de 2019, por isso consideramos prematura. A Câmara não pode estar a criar mais um empecilho ao investimento com impostos, taxas e taxinhas”, referiu o vereador sem pelouro.
Aliás, este social democrata dá nota que “ainda no mês passado se criou uma taxa do lixo”.
“Estamos a falar de 1,2 milhões de euros só aí. Depois temos a AdAM com mais cobranças, a receita camarária do IRS. Por isso esta é mais uma forma de taxar as pessoas e o investimento”, deu nota Eduardo Teixeira que defende uma cidade para se trabalhar, habitar e visitar, mas “sem abusos”.
O líder do PSD de Viana do Castelo defende que esta é altura “de proteger alguns setores de atividade”.
“Não podemos estar por um lado a dar incentivos aos promotores e por outro tirar uma taxa que só poucas cidades a têm em vigor”, referiu.
“Só existem 11 cidades no país onde atualmente é aplicada a taxa, e o valor que é proposto é superior ao de outros concelhos em que o número de dormidas é quase quatro vezes superior ao de Viana do Castelo”, acrescentou ainda.
Também Hugo Meira, do CDS-PP, considerou que a aplicação da taxa representa “uma manifesta falta de sensibilidade e até de sentido de oportunidade”, manifestando “espanto” pela forma como “este executivo entende a atividade turística e a afluência de turistas” em Viana.
“O número médio de dias em estadias em Viana do Castelo tem aumentando, reflexo do esforço de todos os intervenientes económicos, e com a aplicação desta taxa, todo este esforço terá sido em vão”, destacou.
O projeto de regulamento da taxa municipal turística de Viana do Castelo, um documento de 14 páginas, vai entrar em discussão pública, refere que “as estatísticas demonstram um crescimento significativo nos últimos anos, nomeadamente no que se refere ao número de hóspedes e dormidas, que, no período de 2014 a 2019, registou um aumento de 84% e 92%, respetivamente”.
Destaca ainda o aumento significativo no número de estabelecimentos de alojamento local, que em 2014 era de oito unidades, passando para 408 unidades em 2021.





















