Treinador vianense no Bahrain: “O primeiro dia foi assustador”
03 Março 2026, 17:19
O treinador de guarda-redes Rafael Rocha, natural de Vila Franca, Viana do Castelo, encontra-se atualmente no Bahrain, ao serviço do Al-Muharraq Club, numa altura em que o país vive dias de tensão devido ao conflito no Médio Oriente.
“Estamos no meio de uma guerra que não é nossa, nem do Bahrain. Todos os alvos são estruturas dos americanos. Os destroços dos drones e mísseis abatidos pelas defesas anti-aéreas é que podem cair em qualquer lado”, relata o técnico à Rádio Alto Minho.
A zona onde vive ainda não sofreu qualquer ataque, mas, perto da sua residência, a cerca de seis quilómetros, localiza-se uma base naval e edifícios utilizados pelos americanos.
Rafael Rocha confessa que o primeiro dia “foi muito assustador”. “Foi a primeira vez que vivi um cenário destes. Os conselhos da proteção civil são para ficarmos em casa e, quando ouvimos a sirene, descemos para a cave, e é o que fazemos”, acrescenta.
O treinador revela ter assistido à destruição de um drone a curta distância. “Hoje, pela primeira vez, vi um drone muito perto a ser destruído pelas defesas anti-aéreas e os destroços a cair no mar.”
Apesar da tensão, o quotidiano da população local aparenta alguma normalidade. “Para os locais, que estão em Ramadão, parece que a vida corre normalmente. Vemos crianças a brincar na rua, trabalham normalmente e, à noite, estão sentados nas esplanadas”, descreve.
No plano desportivo, Rafael Rocha foi informado de que os treinos serão retomados e que a competição deverá recomeçar no próximo dia 7 de março.
“Não sei se é insegurança… mas para nós não é normal. Esperemos que isto melhore”, conclui o técnico alto-minhoto.
























