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VIANA: PSP e PJ não tem registo de “rapto de mulheres” com recurso a “perfumes alterados”

Rádio Alto Minho

08 Setembro 2022, 11:26

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São vários os alertas para os distritos de Braga e Viana do Castelo nas redes sociais que dão conta da alguém que anda a vender perfumes com o intuito de raptar mulheres. Mas as autoridades não têm registo de qualquer queixa e tudo não passará de uma fakenews.

Alguns dos alertas aponta para Ponte de Lima, Arcos de Valdevez e Viana do Castelo, onde um homem tenta vender perfumes, mas que estão com um líquido alterado de forma a provocar, depois de cheirado o perfume, o desmaio da vítima com o objetivo de rapto.

A Rádio Alto Minho procurou e abordou as autoridades no sentido de apurar a verdade dos factos.

Segundo o comando distrital da PSP de Viana do Castelo, até à presente data “não se constatou, através de denúncia ou por conhecimento próprio, qualquer ocorrência do género”.

“A título de esclarecimento, que, em relação a este fenómeno, pese embora circule nas redes sociais alertas para este tipo de crime, neste Comando Distrital, até à presente data não se constatou, através de denúncia ou por conhecimento próprio, qualquer ocorrência do género”, afirma a PSP.

Aliás, a Polícia refere que a tipologia “usada e conhecida” em relação aos vendedores ambulantes de perfumes, será abordagens a transeuntes, seleção das vítimas, tendo em conta a fragilidade, mais fáceis de manipular, insistência na venda e, eventualmente, coação para exercerem o negócio.

“Mas mesmo este tipo de flagelo, na área deste Comando Distrital, por norma não se verifica, podendo excepcionalmente verificar-se nos períodos de festa/romaria onde se nota uma expressiva movimentação populacional”, aponta a PSP em declarações à Rádio Alto Minho.

“No entanto, certo é que, no futuro, poderá acontecer algo do género, e como nos devemos antecipar, aconselhamos a ter cuidado e tomar as devidas precauções, dando conhecimento às autoridades competentes”, frisa a PSP.

Já a PJ também deu nota de que não tem qualquer denuncia de rapto resultante do fenómeno descrito nas redes sociais, assim como abordagens com esse intuito.

Recorde-se que tem surgido nas redes sociais relatos que dão conta de que um homem aborda mulheres, junto a hipermercados, para experimentar perfumes. Quando as mulheres experimentam, ficam inconscientes e o rapto é consumado.

O alarme social é grande, mas a GNR refere que não faz qualquer sentido, apontando mesmo para um caso em Vizela, mas aí de uns indivíduos com nacionalidade espanhola que foram identificados por estar a vender perfumes que se assemelham aos de marcas conhecidas.

“Mas sem qualquer intuito de rapto”, confirmou a GNR, referindo que apenas se trata de um caso de contrafação.

 

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