Grupo criado por ex-alunos do IPVC prevê faturar 10 milhões em 2025
26 Maio 2025, 10:03
O ANA.VI Group, constituído por seis antigos alunos do Politécnico de Viana do Castelo, prevê faturar 10 milhões de euros em 2025.
Com uma equipa de mais de 75 colaboradores a tempo inteiro, o ANA.VI Group é constituído por um ecossistema de mais de uma dezena de empresas que operam em diversas áreas de negócio, desde a construção civil, às piscinas de luxo, soluções contra incêndios, tecnologia de climatização, indústria e distribuição, consultoria, até à criatividade e à comunicação e marketing.
Como forma de homenagearem a instituição onde se formaram e a cidade que os acolheu, o ANA.VI Group criou a Bolsa Projeta+, a ser atribuída a estudantes do IPVC, autores de projetos inovadores e com impacto social.
A gala solidária, cujo valor angariado reverte precisamente para o prémio, galardoou, em janeiro, Vítor Gonçalves, estudante do curso de licenciatura em Organização e Gestão Empresariais, da Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE-IPVC), pelo projeto “Vela Há’aqui”.
Carlos Mello, um dos seis antigos alunos cofundador do ANA.VI Group, inaugurou uma obra, no âmbito do quarto aniversário da Associação Empresarial do Minho.

A peça “o progresso como simbiose, não como antagonismo”, assinada pelo antigo estudante da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico de Viana do Castelo, homenageia a “reindustrialização portuguesa” e promove “uma reflexão sobre a relação entre tradição e modernidade, memória e futuro”.
Com 2,60 metros de altura, 1,60 de largura e 60 centímetros de profundidade, a instalação foi inaugurada esta sexta-feira, em Ponte de Lima, no âmbito do quarto aniversário da Associação Empresarial do Minho (AEMinho).
A escultura da autoria do jovem de Paços de Ferreira, licenciado em Design do Produto pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico de Viana do Castelo, é “um testemunho e uma promessa: com raízes ancoradas na memória industrial portuguesa do século XIX, projeta-se para o horizonte emergente da Indústria 5.0.”
Carlos Mello diz que desenhar e executar uma peça com um simbolismo tão grande foi “um enorme desafio pessoal”, mas, simultaneamente, “um motivo de grande orgulho.” É uma instalação pública que, diz, contribui para reforça “o compromisso com um futuro industrial mais sustentável e colaborativo”, num diálogo entre “comunidade, território e futuro.”
O autor afirma ainda que “o progresso como simbiose, não como antagonismo” prova que é possível avançar em harmonia, conciliando tradição e inovação. O objetivo da peça é sensibilizar o público para a transformação da indústria, destacando a importância da sustentabilidade e da inovação, promovendo, simultaneamente, uma reflexão sobre o impacto social e ambiental da reindustrialização.
A estrutura é feita em aço metalizado, com alusão ainda às emblemáticas chaminés de tijolo-burro das unidades fabris. São “fragmentos vivos de um passado coletivo que ainda pulsa nas cidades e nas mãos que moldaram o país.” No topo da chaminé, onde antigamente havia fumo, hoje existem plantas, “símbolo de renovação e equilíbrio entre progresso e natureza”. O azul intenso que envolve a peça também não é por acaso. Evoca o pensamento, o sonho e o infinito, construindo “uma ponte entre o chão da história e o céu das possibilidades. É também a cor associada à inteligência artificial, sugerindo a ligação entre humanidade e tecnologia.” No interior da obra, um espelho em inox polido que convida à reflexão, ao reconhecimento e à empatia.




















