Desaconselhada prática balnear em Vila Praia de Âncora
26 Agosto 2026, 10:16
Medida preventiva surge na sequência de resultados provisórios de análises à qualidade da água, após episódios de precipitação e condições meteorológicas adversas registados nos últimos dias
A prática balnear na praia de Vila Praia de Âncora, concelho de Caminha, encontra-se temporariamente desaconselhada, por precaução, na sequência de uma comunicação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), através da Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARHN), recebida pela Câmara Municipal de Caminha.
Numa nota publicada nas redes sociais, a autarquia caminhense informa que “a decisão surge após a realização, no dia 24 de agosto, de uma colheita de água no foz do rio Âncora, tendo os resultados provisórios revelado valores microbiológicos acima dos parâmetros de referência”
“A situação ocorre na sequência das condições climatéricas adversas verificadas nos últimos dias, marcadas por períodos de precipitação intensa, que terão contribuído para o aumento do escoamento superficial e para o arrastamento de águas pluviais e outros materiais para as linhas de água, nomeadamente para o rio Âncora”, explica.
“Neste contexto, e tendo também em consideração a necessidade de proceder à abertura das comportas dos poços de retenção de águas pluviais existentes junto ao rio Âncora, em Vila Praia de Âncora, a APA/ARHN determinou, por precaução, o desaconselhamento temporário da prática balnear na água balnear de Vila Praia de Âncora (PTCQ8J)”, lê-se na nota.
“Importa sublinhar que se trata de uma medida preventiva e temporária, adotada enquanto se aguarda a realização de novas análises que permitam avaliar a evolução da qualidade da água”, acrescenta.
A APA/ARHN informou que será efetuada uma nova amostragem na foz do rio Âncora e também na água balnear de Vila Praia de Âncora. Assim que forem conhecidos os resultados, será reavaliada a situação e determinada a eventual reposição da prática balnear, caso estejam reunidas as condições de segurança necessárias.
“O Município continuará a acompanhar a situação em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente e manterá a população informada sobre a evolução da qualidade da água e sobre a decisão relativa à reposição da prática balnear”, conclui.




















