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Autarcas do Alto Minho preocupados com retirada de helicóptero de combate a incêndios

Rádio Alto Minho

26 Junho 2025, 20:58

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A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) manifesta “preocupação” com a deslocalização de um meio aéreo de combate a incêndios de Arcos de Valdevez para o Alentejo, numa altura “particularmente sensível” em que se aproxima o período crítico de incêndios florestais.

“Ciente da importância vital de um dispositivo robusto e pronto a atuar, a CIM Alto Minho, apesar da manutenção nos Arcos de Valdevez de um meio aéreo, mantêm uma postura de vigilância ativa face aos desafios que se avizinham”, refere em comunicado enviado às redações.

“Compreendendo a necessidade de uma gestão equilibrada dos meios a nível nacional e expressando solidariedade para com outras regiões que, nesta fase, possam estar mais vulneráveis, o Alto Minho deverá manter um dispositivo robusto e preparado para enfrentar possíveis ocorrências”, observa.

E continua: “A nossa região é uma das zonas do país com maior risco e histórico de incêndios rurais e florestais, em especial devido à sua vasta mancha florestal, relevo acidentado, dispersão populacional e à presença do Parque Nacional da Peneda-Gerês, uma área de elevado valor ambiental, social e económico”.

”Neste contexto, torna-se essencial que, em caso de agravamento da situação meteorológica ou operacional, o dispositivo distrital de combate a incêndios seja reforçado com celeridade, nomeadamente com a afetação de meios aéreos e terrestres adequados às especificidades do território”, lê-se ainda na nota.

A CIM Alto Minho reafirma a sua confiança na capacidade de planeamento e gestão do dispositivo nacional, acreditando que a prontidão de resposta continuará a ser assegurada com base na avaliação rigorosa das necessidades locais e regionais.

“Por fim, é imperativo reconhecer o esforço incansável de todos os operacionais envolvidos na prevenção e combate aos incêndios – bombeiros, sapadores florestais, forças de segurança, técnicos e voluntários – que, ano após ano, têm sido determinantes na proteção de pessoas, bens e ecossistemas. A solidariedade para com outras regiões do país é inquestionável, mas espera-se que, perante uma necessidade concreta, o Alto Minho possa contar com igual atenção e reforço atempado de meios”, conclui.

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