Quem poderá ocupar o lugar de Di María no esquema ofensivo do Benfica em 2025
07 Julho 2025, 8:27
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A Luz prepara-se para uma sentida despedida. Ángel Di María, o nosso Fideo, cumprirá a sua palavra. Depois do Mundial de Clubes de 2025, regressará ao seu Rosario Central. Deixa para trás um rasto de magia e um vazio imenso. A sua segunda passagem pela nossa casa foi um presente para todos os benfiquistas. Vimo-lo driblar, marcar e liderar com a classe de sempre.
Agora, a direção do Benfica enfrenta uma tarefa hercúlea. Encontrar quem possa ocupar o lugar de Di María no Benfica não é um mero exercício de mercado. É, acima de tudo, um desafio à identidade ofensiva da equipa para os próximos anos. Enquanto os adeptos debatem as melhores casas de apostas para prever o próximo craque a chegar, a questão paira no ar e a ansiedade é palpável.
O peso da camisola onze
Substituir o argentino é uma missão complexa. As suas estatísticas falam por si. Dezassete golos em 53 jogos entre 2023 e 2025 são números importantes. Contudo, o seu impacto ia muito para além dos golos. Di María era o motor criativo da equipa. A sua capacidade de partir da direita para dentro semeava o pânico nas defesas. O seu pé esquerdo desenhava passes que só ele via.
Além disso, a sua versatilidade permitia-lhe jogar em várias posições do ataque. Era um líder dentro e fora do campo. Por conseguinte, encontrar o sucessor para o lugar de Di María no Benfica exige um olhar atento. O clube não procura apenas um extremo. Procura um novo farol para o seu esquema ofensivo do Benfica.
Um tango argentino em Lisboa
Parece que os olhos da estrutura encarnada se viraram novamente para a Argentina. Thiago Almada é, talvez, o nome mais forte em cima da mesa. O médio ofensivo do Olympique Lyonnais tem um perfil que agrada. É um criador de jogo nato. Opera bem em espaços curtos e tem uma capacidade de passe notável. A sua versatilidade permite-lhe jogar no meio ou descaído sobre as alas.
O próprio jogador parece querer a mudança para a Luz. Vê o Benfica como uma excelente porta de entrada na elite europeia. Contudo, o Lyon pede cerca de 40 milhões de euros. Este valor é considerado demasiado alto pela direção benfiquista. As negociações prosseguem, talvez envolvendo a troca de algum jogador.
Esta prudência financeira mostra bem como o clube aborda o mercado. Ocupar o lugar de Di María no Benfica é uma prioridade, mas não a qualquer custo.
O regresso dos filhos pródigos
No imaginário dos adeptos, existem dois regressos sonhados. Bernardo Silva seria, claro está, o herdeiro ideal. Formado no Seixal, a sua qualidade é indiscutível. A sua inteligência e técnica encaixariam perfeitamente na equipa. Um regresso a casa poderia dar-lhe o protagonismo que talvez perca gradualmente no Manchester City. Ainda assim, a sua contratação parece ser um sonho distante devido aos custos envolvidos.
Depois, há o caso de João Félix. A sua situação é um quebra-cabeças. O seu talento é imenso, como demonstrou na sua primeira passagem. No entanto, a sua carreira tem sido irregular desde que saiu. Após um empréstimo falhado no AC Milan, o Chelsea parece querer vendê-lo. O seu salário astronómico é o maior entrave.
Mesmo assim, o Benfica parece disposto a tentar. Acredita que um regresso a um ambiente familiar poderia reacender a sua chama. Seria uma aposta de alto risco, movida mais pela emoção do que pela razão.
A prata da casa pede passagem
O Benfica sempre soube olhar para dentro. A solução para o futuro pode já estar no Seixal ou no plantel principal. A filosofia do clube assenta na promoção de jovens talentos. Temos vários jogadores com potencial para assumir mais responsabilidades no ataque. A saída de Di María pode ser a oportunidade de que precisam.
- Kerem Aktürkoğlu: O internacional turco, contratado em 2024, é uma ameaça real no ataque. Marca golos e oferece assistências com regularidade.
- Andreas Schjelderup: O jovem norueguês regressou de empréstimo e é visto como uma alternativa direta para a ala. Acredita-se muito no seu potencial.
- Bruma: Chegou em fevereiro de 2025 e trouxe consigo golos e assistências. A sua experiência e velocidade são trunfos importantes para a equipa.
- Benjamín Rollheiser: Este argentino é um criador por natureza. Destaca-se no drible e no passe, embora não seja um finalizador puro.
- Gianluca Prestianni: Um jovem talento com uma margem de progressão enorme. O clube valoriza-o bastante, o que demonstra a aposta no seu futuro.
Uma orquestra sem o seu maestro
Fica claro que encontrar um clone de Ángel Di María será impossível. O seu conjunto de qualidades é único. A estratégia do Benfica não passará por uma substituição direta. Mais bem, o clube terá de promover uma evolução coletiva.
O peso da criação ofensiva terá de ser distribuído por vários ombros. Isto exigirá uma adaptação tática por parte da equipa técnica. O esquema ofensivo do Benfica poderá tornar-se menos dependente de uma só figura. Terá de ser mais fluído e solidário.
Quer a solução venha de uma contratação externa sonante, quer venha da aposta em talentos internos, o futuro do ataque encarnado está a ser desenhado. E nós, adeptos, esperamos ansiosamente para ver quem irá reger a nossa nova orquestra.




















