Descobertos novos vestígios arqueológicos em edifício no centro histórico de Viana do Castelo
23 Novembro 2023, 11:15
Foram descobertos vestígios arqueológicos durante os trabalhos de reabilitação de um prémio situado na rua Sacadura Cabral, no centro histórico de Viana do Castelo. A confirmar-se, trata-se de uma parte da antiga torre que ladeava a entrada da vila.
De acordo com informação recolhidas no local pela Rádio Alto Minho, os trabalhos arqueológicos “confirmam não só a continuidade da muralha medieval e o seu bom estado de conservação, mas também avançam para o que poderá corresponder a parte da antiga torre que ladeava a entrada da vila, onde se situava a Porta do Forno, também conhecida como Porta de Santiago”.
Segundo fonte da NEXO, Património Cultural, uma empresa dedicada à prestação de serviços nas áreas da Arqueologia, Antropologia, Conservação e Restauro, Gestão Patrimonial, Museologia, Turismo e Divulgação, a descoberta no interior do edifício que está a sofrer trabalhos de remodelação foi feita no início do ano e está em curso uma investigação. Os resultados do estudo serão comunicados “nas próximas semanas” e publicadas na revista da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

“Porta do Forno”
À semelhança do modelo de “Burgo fortificado”, Viana do Castelo apresentava à época uma malha urbana ortogonal muralhada, estruturada por dois eixos perpendiculares, sendo um paralelo ao rio Lima.
De perímetro oval, com cerca de 685 metros, a muralha teria cerca de 10 metros de altura e 2.20 metros de espessura, sendo composta por quatro entradas, praticamente alinhadas pelos pontos cardeais e no enfiamento das principais vias de comunicação: a Porta da Ribeira (a Poente), a Porta das Atafonas (a Nascente), a Porta do Forno (a Norte), e a Porta do Postigo (a Sul). Mais tarde, no século XV, é rasgada uma quinta entrada, a porta secundária de São Brás ou da Vitória.
Atualmente, são poucos os vestígios visíveis que permitem recuperar o traçado da antiga Vila Medieval, resumindo-se a partes da cintura amuralhada consumida pelo atual casario.
Pouco se sabe sobre as entradas e as torres que as flanqueavam. Foram sendo demolidas desde os começos da Época Moderna.
A Arqueologia tem vindo a contribuir para o estudo da antiga “Viana da Foz do Lima”, como foi denominada pelo monarca D. Afonso III.























