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Associação de moradores avança com embargo extrajudicial de abate de 20 plátanos no Cabedelo

Ana Peixoto Fernandes

14 Setembro 2020, 10:26

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A associação dos moradores do Cabedelo em Viana do Castelo avançou esta manhã com o embargo extrajudicial dos trabalhos de abate de 20 plátanos numa avenida que liga a Estrada Nacional 13 à praia e à zona habitacional daquela localidade.

A empreitada ia ser iniciada esta segunda-feira. Cerca de meia centena de pessoas juntaram -se no local. A PSP compareceu. E ao arranque dos trabalhos a associação avançou com o embargo. Três dos seus elementos foram identificados e o encarregado de obra foi notificado da ação cautelar. Um mecanismo legal que permite a suspensão imediata dos trabalhos. Associação tem agora cinco dias para formalizar o embargo extrajudicial no Tribunal de Viana do castelo.

“O nosso objetivo não é inviabilizar o acesso ao porto de mar. Isto que fique bem claro. O que nós queremos é procurar uma alternativa a este traçado que evite o corte de árvores”, declarou Mariana Rocha Neves, porta-voz da associação de Moradores, referindo: “Sempre estivemos convencidos que esta obra seria feita através de um cruzamento, através do abate de três ou quatro árvores”. Segundo aquela representante, “existe um pedido do INCF para classificar este arvoredo como de Interesse Público, pela sua idade, porte e enquadramento paisagístico”.

O abate das árvores está a provocar uma onda de contestação nas redes sociais. Deu também origem ao lançamento de uma petição online, que esta segunda-feira já reúne mais de mil assinaturas. Vereadores da oposição (PSD e CDU) na Câmara de Viana (PS). marcaram presença no protesto e anunciaram que vai ser solicitada a realização de uma reunião extraordinária do executivo para debater a questão do abate dos plátanos no Cabedelo.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo, justifica o derrube dos 20 plátanos dos 170 existentes no local, com a construção de uma rotunda que servirá os novos acessos ao Porto de Mar.
A autarquia adianta que para “minimizar o impacto  prevê a plantação de 200 árvores resinosas e folhosas autóctones com grande capacidade de reserva de carbono, como é o caso do Pinheiro-bravo e do Sobreiro nos próximos dois anos em várias áreas do Cabedelo”.

Fotografia: Rui Manuel Fonseca

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