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Com 160 anos de vida Jornal Aurora do Lima “promete continuar enquanto for sustentável”.

Andrea Cruz

22 Dezembro 2015, 12:11

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O diretor do jornal mais antigo do continente, A Aurora do Lima, de Viana do Castelo, que completou este mês 160 anos afirmou hoje à RAM que “vai continuar a sair para as bancas enquanto for sustentável”, como acontece, ininterruptamente, desde 15 de dezembro de 1855.

“Vamos continuar enquanto for sustentável. Temos esse dever moral e ético porque somos a joia da coroa” afirmou Bernardo Silva Barbosa.

O jornal começou por ser trissemanário e que a partir de 1915 passou a sair apenas duas vezes por semana, sendo que desde há quatro anos assumiu o formato de semanário para reduzir custos.

Nas suas instalações, na rua Manuel Espregueira, em pleno centro de Viana do Castelo, guarda todos os números publicados, um “enorme e valioso” espólio, a que se junta a maquinaria, como uma “Marinoni”, que serviu para a impressão do jornal praticamente desde a sua fundação até meados da década de 50.

Tem igualmente quase todo o tipo de equipamento representativo da sua evolução gráfica, desde o compenedor manual a caixas tipográficas, passando pelas duas “intertypes” da composição a chumbo.

A tiragem atual é de mais de 4000 exemplares, mais de 3.000 enviados por correio para os assinantes de uma faixa etária com mais de 40 anos, muitos no estrangeiro.

“O jornal não é distribuído em banca e, por isso, são as assinaturas que nos sustentam. É com esse dinheiro que pagamos aos cinco funcionários, três na redação e dois na receção, e cumprimos as nossas obrigações”, afirmou.

Ao longo destes 155 anos, o jornal conheceu 15 diretores, entre os quais Camilo Castelo Branco, que exerceu o cargo por apenas 55 dias, em 1857, recebendo como “salário” 14 mil e 500 réis.

O jornal ultrapassou todas as convulsões políticas nacionais, mas quase não conseguia superar a censura, tendo mesmo o fecho de portas estado “por um fio” por causa de um artigo que fugiu ao lápis azul, por causa de um artigo que criticava a adoção, por parte dos portugueses, de crianças austríacas, no período pós-guerra.

Bernardo Silva Barbosa, que começou no jornal como “moço de recados”, com 8 anos de idade, em finais de 1940, olha com apreensão para o futuro, mas como a certeza de quere continuar e legado que lhe foi deixado pelo avô e pelo pai.

“Isto não está nada fácil mas vamos continuar enquanto for possível”, rematou.

Em fevereiro de 2006, o jornal, na altura com 150 anos, foi condecorado com a Ordem de Mérito Honorífico, atribuída pelo Presidente da República, Jorge Sampaio.

O galardão foi entregue pelo embaixador João de Sá Coutinho, chanceler das Ordens Honoríficas, ao diretor do jornal, Bernardo Silva Barbosa, numa cerimónia que decorreu no governo civil de Viana do Castelo.

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