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Unidade de cuidados continuados leva vereador de Melgaço a abandonar PSD

Rádio Alto Minho

29 Setembro 2015, 10:46

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Manuel Fernandes, vereador do PSD na Câmara de Melgaço pediu a desfiliação de militante do PSD, com efeitos imediatos, face à não abertura da Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) do concelho. O anúncio foi feito hoje em comunicado onde Manuel Fernandes explicou que a decisão já foi comunicada, por carta, ao vice-presidente do partido, Marco António Costa.

“Já é certo que a UCCI de Melgaço não abre em 2015, não se concretizando, assim, o compromisso assumido pelo secretário Adjunto do Ministério da Saúde, Fernando Leal da Costa, a 29 de julho de 2014, em reunião realizada, em Lisboa. Tal compromisso suscitou, em mim e nos Melgacenses, enorme confiança que, afinal, saiu defraudada”, lê na carta enviada ao partido.

A UCCI está concluída desde setembro de 2012 mas aguarda, desde então, a realização de protocolo que permita a sua entrada em funcionamento.

A sua criação foi protocolada a 08 de agosto de 2008 entre a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N) e a Câmara Municipal de Melgaço, no âmbito da requalificação dos serviços do Centro de Saúde local. Foi executada e paga pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho, representando um investimento público de 1,5 milhões de euros.

Apesar de abandonar o partido, Manuel Fernandes garantiu que “continuará, porém, a cumprir o seu mandato de vereador, agora na qualidade de vereador independente”.

Na carta enviada a Marco António Costa, o vereador justificou a sua saída do PSD com “razões de consciência”.

“Reparo que o discurso do PSD de defesa do interior é simples retórica, sem qualquer efeito prático, tanto mais que temos assistido ao agravamento dos problemas do interior, ao longo dos últimos quatro anos”, sustentou.

Na missiva defendeu que, “os Melgacenses acreditavam que o Governo poderia ser um dos seus aliados na defesa dos seus interesses, ao assegurar a abertura da UCCI e ao manter a exclusividade da produção do vinho Alvarinho na sub-região Monção e Melgaço, sendo que nada disso aconteceu”.

“O Governo capitulou perante os interesses económicos das grandes empresas e das regiões com peso eleitoral superior ao de Melgaço, prejudicando os pequenos produtores da uva e do vinho e os comerciantes melgacenses”, frisou.

“Continuarei a perfilhar os princípios e valores da social democracia e a defender o modelo de sociedade por ela preconizada mas não me revejo na atual praxis política seguida pelo partido”, realçou.

 

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