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Investimento de 1,6 ME no Geoparque de Viana do Castelo concluído até primeiro semestre de 2020

Andrea Cruz

08 Novembro 2019, 13:45

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O vereador do Ambiente e Biodiversidade, Ciência, Inovação e Conhecimento da Câmara de Viana do Castelo, Ricardo Carvalhido, estimou hoje que até à primeira metade de 2020, estará concluída a implementação de todas as valências do geoparque do litoral, num investimento de cerca de 1,6 milhões de euros, financiado por fundos comunitários.

“Os pilares do geoparque terão de estar concluídos até à primeira metade de 2020, porque assim o obrigam as candidaturas que submetemos ao Norte 2020 e POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos”, afirmou.

O geoparque do litoral de Viana do Castelo inclui 13 monumentos naturais, cuja classificação ficou concluída em janeiro de 2018.

Segundo Ricardo Carvalhido, do montante global a investir na instalação do geoparque, 570 mil euros foram aplicados na erradicação de várias espécies invasoras existentes nesses monumentos naturais e 30 mil euros “na primeira pós-graduação do país em Educação, Ciência e Património Local”.

A especialização lançada pelo município, em pareceria com a Escola Superior de Educação (ESE) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), “formou 28 professores promotores da diferenciação e flexibilidade curricular que já estão a trabalhar nas escolas do concelho”.

Hoje, destacou o vereador, foi dado “mais um passo” na consolidação do projeto do geoparque, com o arranque da instalação de 52 infraestruturas interpretativas, entre painéis interativos de acolhimento e mesas de leitura dos 13 monumentos naturais do concelho, num investimento de 200 mil euros.

Aquelas ferramentas permitirão “explicar a quem passar pelos 13 monumentos naturais a forma como o território evoluiu ao longo dos últimos 570 milhões de anos”.

“Estas ferramentas permitem aos munícipes em geral, a professores e alunos e aos turistas compreenderem os aspetos fundamentais da evolução do território que hoje forma Viana do Castelo, ao longo dos últimos 570 milhões de anos, registando nas suas rochas diversos episódios, como se de folhas de um livro se tratasse”, explicou aos jornalistas junto aos pavimentos graníticos da Gatenha, em Afife, a cerca de 12 quilómetros da sede do concelho.

O monumento natural dos pavimentos graníticos da Gatenha tem uma área com cerca de 27 hectares. Ficará dotado com “duas mesas de leitura de paisagem, flechas direcionais, e marcas numéricas instaladas ao nível dos vários afloramentos com valor científico, que permitão uma interpretação mais aprofundada do valor conservado através de uma aplicação móvel que está a ser criada”.

Essa aplicação móvel, outra das fases do geoparque, “estará pronta até meados de 2020” e reunirá “todos os pontos notáveis do património natural e construído existente em todo o concelho”.

“Esse trabalho de levantamento está a ser produzido pelos técnicos da autarquia para integrar a aplicação móvel que irá complementar as mesas de leitura de paisagem que hoje começámos a instalar”, referiu Ricardo Carvalhido.

Três portas acolhimento do geoparque do litoral – Porta do Atlântico, Neiva e das Argas- num investimento de cerca de 350 mil euros cada e dotada de painéis interativos, já em construção, completarão o projeto municipal.

A classificação dos 13 locais concedeu a estas áreas “um estatuto legal de proteção adequado à manutenção da biodiversidade e dos serviços dos ecossistemas e do património geológico, bem como à valorização da paisagem”.

As áreas classificadas “foram selecionadas por avaliação dos geossítios identificados na segunda e penúltima fase de inventariação do projeto do geoparque litoral de Viana do Castelo que a Câmara quer candidatar à UNESCO como Património da Humanidade.

A candidatura que está em preparação “é sustentada no facto de Viana do Castelo integrar um território rico do ponto de vista do património natural e cultural, com cerca de 4.800 hectares especificamente designados para a proteção de ‘habitats’ da fauna e da flora (três sítios de importância comunitária da Rede Natura 2000), sendo o único concelho do país com o inventário do património geológico concluído e devidamente classificado como 13 monumentos naturais, perfazendo uma área total de cerca de 2.832 hectares”.

Promovida pelo geoparque, entrou em funcionamento em janeiro de 2018, a primeira rede escolar de ciência e de apoio à investigação científica do país, instalada nas sedes de sete agrupamentos de Viana do Castelo, envolvendo cerca de três mil alunos e 30 investigadores.

A rede integra sete laboratórios que permitem “aos alunos do primeiro ciclo ao ensino secundário trabalharem com cientistas de várias zonas do país, consolidando a aproximação das escolas à ciência – aos seus equipamentos, aos cientistas e aos problemas e metodologias em ciência”.

Em 2017, o geoparque garantiu ao concelho o Prémio de Melhor Município para Viver, atribuído pelo Instituto de Tecnologia Comportamental. Em setembro desse ano, a câmara constituiu a associação do geoparque, que tem como membros fundadores diversas personalidades e associações de todo o concelho.

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