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Portugal pede imagens de satélite à UE mas mecanismo de proteção civil não foi ativado

Rádio Alto Minho

30 Julho 2025, 17:26

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A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) pediu imagens de satélite para os incêndios que afetam os municípios de Arouca, no distrito de Aveiro, e Ponte da Barca, em Viana do Castelo. O sistema Copernicus pode fornecer imagens e mapas das áreas afetadas para auxiliar as equipas no terreno.

 Portugal solicitou à União Europeia (UE) assistência através do sistema de satélites Copernicus para monitorizar os incêndios que lavram no país, mas ainda não ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, confirmou a Comissão Europeia à agência Lusa esta quarta-feira.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) pediu imagens de satélite para os incêndios que afetam os municípios de Arouca, no distrito de Aveiro, e Ponte da Barca, em Viana do Castelo. O sistema Copernicus pode fornecer imagens e mapas das áreas afetadas para auxiliar as equipas no terreno.

Apesar do pedido de imagens de satélite, “ainda não foi feito um pedido para ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil”, segundo a Comissão Europeia. Este mecanismo permite aos Estados-membros solicitar assistência adicional, como aviões de combate a incêndios e outros meios, quando a escala de uma emergência ultrapassa a capacidade de resposta nacional.

A situação no terreno continua a ser desafiante. Ao início da tarde desta quarta-feira, cerca de três mil operacionais das forças de segurança e socorro estavam mobilizados para combater as chamas em diferentes distritos. O incêndio em Arouca, que deflagrou na segunda-feira e já se estendeu ao concelho de Castelo de Paiva, é o que mobiliza mais meios, com mais de 770 operacionais. Em Ponte da Barca, o fogo que lavra desde sábado na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês mobiliza perto de 400 operacionais e já atingiu o município de Terras de Bouro, no distrito de Braga.

Face à dimensão dos incêndios, o presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Augusto Marinho, já apelou ao Governo para que acione o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, justificando que os meios atuais são insuficientes para combater um incêndio de “proporções muito grandes”.

O secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, assegurou que o Governo está a fazer o necessário para garantir a disponibilidade de 76 meios aéreos, ressalvando que a sua eficácia depende das características dos incêndios.

Grande parte do interior norte e do centro do país encontra-se esta quarta-feira em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). A previsão indica que esta situação se deverá manter nos próximos dias, com um possível agravamento em alguns concelhos do Algarve.

Portugal tem recorrido ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil em anos anteriores para combater grandes incêndios florestais, recebendo apoio de países como a Espanha. Além disso, o país tem investido em tecnologia de satélite para a deteção precoce de incêndios, como o sistema FireSat.

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